Em 2020, a cantora Sara Carreira morreu aos 21 anos em um acidente de carro. E o pai da moça e também cantor, Tony Carreira, recentemente conheceu o condutor envolvido no acidente, que estava alcoolizado na ocasião. Uma audiência sobre a morte de Sara Carreira estava agendada para o dia 23 de fevereiro no Tribunal de Santarém, mas segundo a emissora portuguesa TV7 Dias, que esteve no local, o caso foi adiado visto que os oficiais de justiça estão em greve.
Essa foi a primeira vez que Tony Carreira e Fernanda Antunes ficaram frente a frente com o homem que dirigia alcoolizado. Ele chegou com os seus advogados, e os pais da moça também foram ao local acompanhados de um dos seus advogados, André Matias de Almeida.

No requerimento de abertura de instrução, Tony Carreira e Fernanda Antunes haviam pedido ao tribunal que o motorista alcoolizado fosse acusado de homicídio negligente. No entanto, além de Paulo Neves, que conduzia abaixo do limite de velocidade e sob o efeito de álcool, existem três acusados no processo: o ator Ivo Lucas, que dirigia o automóvel onde estava Sara; a fadista Cristina Branco, que chocou o carro contra o de Paulo Neves e Tiago Pacheco, o último participante no acidente e acusado de condução perigosa, que afirma não haver evidências de que ele conduzia a 140 km/h.

Como foi o acidente
O acidente que matou Sara Carreira foi descrito pelo Jn.pt de acordo com o processo. Segundo o site de notícias, o fato ocorreu no final da tarde do dia 05 de dezembro de 2020, quando já estava escuro e com tempo de chuva fraca. Primeiro, às 18h30, o carro de Cristina Branco bateu no automóvel de Paulo Neves, que circulava na faixa da direita entre 28,04 e 32,28 km/h, velocidade inferior à mínima permitida, de 50 km/h. Paulo Neves havia ingerido bebidas alcoólicas, apresentando uma medição de 1,18g/l quatro horas depois do ocorrido.
Após se chocar contra o carro de Paulo Neves, a fadista bateu na guarda da margem direita da estrada, rodou e parou na faixa central da rodovia. A cantora é acusada de não ter feito a pré-sinalização de perigo ao abandonar o carro.
De acordo com o relatório, aproximadamente às 18h49, Ivo Lucas dirigia pela faixa central a uma velocidade superior a 120 km/h, que é a permitida por lei – com ele estava Sara Carreira. Sua velocidade seria de 131,18 a 139,01 km/h, e dificultou que ele desviasse do veículo de Cristina. Ao se chocar com o lado esquerdo no carro parado, o veículo de Ivo capotou várias vezes até parar na faixa da esquerda, na perpendicular, ocupando também parte da faixa central.
Cerca de dois minutos depois, às 18h51, o último participante Tiago Pacheco seguia pela via central entre 146,35 e 155,08 km/h. Com a alta velocidade, ele não conseguiu desviar do carro de Ivo Lucas, acabando por bater nele.

Acusação
O processo voltou à fase de instrução após o Ministério Público (MP) ter deduzido uma nova acusação. Nessa fase instrutória que se iniciaria no dia 23 de fevereiro, a fadista Cristina Branco e o ator Ivo Lucas são acusados de homicídio negligente. No entanto, como mencionado, os pais de Sara fizeram também o pedido de acusação de homicídio negligente pelo primeiro motorista, no qual Cristina Branco se chocou.
De acordo com a fadista, ela conduzia dentro dos limites de velocidade e só notou a existência do veículo de Paulo Neves quando o carro que seguia à sua frente o ultrapassou. Ela defende que não poderia evitar o choque. Cristina também relatou que adotou os procedimentos de segurança, contrariando a tese da acusação de que não teria tomado as medidas de sinalização.
Já Thiago Pacheco diz que não é possível concluir que ele dirigia a 140 km/h, como consta no relatório que o acusa de condução perigosa.
